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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Banda Louvor Eterno!
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16/09/2011
Coisas que temos que fazer
“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja feito como eu quero, e sim como tu queres” MT 26:39
No meio evangélico, principalmente se tratando do movimento pentecostal, há uma forte busca a Deus assim como o seu favor e misericórdia; isso é muito bom, pois o próprio Deus nos convida a clamarmos a Ele em oração (Jr 33.3), no entanto é necessário que todos nós tenhamos a compreensão de que Deus nos fez dotados de sabedoria e tudo que é necessário para que tenhamos também a participação no que diz respeito as coisas que nos interessam, sejam elas espirituais ou naturais. Essa verdade está descrita no salmo 32.8,9; onde Deus nos mostra que temos as nossas responsabilidades e deveres.
Fechar os olhos para essa verdade é enganar a nós mesmos. Nossas igrejas estão cheias de pessoas vazia. Há Pessoas que gostam de orar e chorar na igreja, mas não convive em paz com a sua família, outras que pulam e falam em línguas estranhas, mas não compreendem a linguagem dos filhos que estão se perdendo nas drogas. O pior é que acabam por se esconderem dos seus deveres e responsabilidades colocando a culpa em outros, fazendo de conta que está tudo bem, quando na verdade a morte está às portas.
Podemos aprender lições maravilhosas nessa passagem da Bíblia ao qual estamos fundamentados. Jesus está passando por um dos momentos mais difíceis do seu ministério, e compreende que não há mais volta “… não seja feito a minha vontade, mas sim a sua”. Há momentos em nossa vida que nos vemos dessa forma, sem saída, sem retorno, apenas a realidade à nossa frente, e em momentos como esse Deus nos ensina verdades eternas e libertadoras para aqueles que desejam andar na verdade.
A primeira lição que Jesus nos ensina é que nós precisamos cumprir a nossa missão, precisamos concretizar aquilo que Deus nos confiou e nos capacitou a fazer. Jesus se lança de joelhos no chão e ora ao Pai dizendo: Pai, eu sei que essa é a minha missão, foi para isso que Tu me enviaste, e aqui estou, vai ser difícil, vai ser doloroso, mas o que importa é cumprir a minha missão e glorificar o Teu nome. Jesus tinha consciência de que estava terminando aquilo que o Pai havia dito a ele para fazer, e esse era o seu alvo e sempre foi, cumprir a missão que recebera do Pai. Ele conseguiu, morreu naquela cruz para salvar a humanidade. Qual é a sua missão? Todos nós temos algo a fazer na obra de Deus, e não há missão pequena para Deus. Precisamos cumprir a nossa missão, mas para cumprimos a nossa missão precisamos saber qual é essa missão. Jesus sabia qual era a sua missão, Ele disse: Eu vim para dar a vida por vocês, para ser levantado no madeiro da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto (Jo 3: 14). Paulo também sabia qual era sua missão e estava convicto de que nada o deteria nessa caminhada (At 20.24).
Saber qual é a sua missão é indispensável para que você a complete. Quando você sabe qual é a sua missão, você descobre qual é o caminho que você deve percorrer. Isso lhe direciona, lhe protege e fortalece, pois por mais difícil que seja o caminho, há uma certeza no seu coração de que você está na direção certa. Quando você sabe qual é a sua missão, você descobre qual é a arma que deve usar, quais as ferramentas que serão necessárias. Deus tem te dado dons para que você, use-os no cumprimento da sua missão, e esses dons só serão úteis se você estiver no lugar certo. Quando você sabe qual é a sua missão, descobre quem são os seus inimigos, pois todos aqueles que ouvirem de você a sua missão, não aguentarão ficar do seu lado, manifestarão a inveja, e tentarão de todas as maneiras te impedir de concretizar a sua missão. Descubra qual é a sua missão, e mais importante do que isso, conclua a sua missão para louvor e glória do Senhor. Jesus glorificou o Pai “eu te glorifiquei na terra…”, e depois deu a receita para nós, “cumprindo a missão que me deste para fazer” (Jo 17.4).
Em segundo lugar precisamos ter consciência do preço a ser pago. O evangelista Lucas fala-nos de gotas de sangue que corriam no rosto de Jesus (Lc 22:44). Uma agonia profunda, destruidora, pois estava prestes a receber o cálice da dor da separação. É comum vermos pessoas pregando e ensinando que o cálice ao qual Jesus se referia era a própria cruz, como se Jesus estivesse com medo de morrer. Esse pensamento é facilmente refutada, basta olharmos para o livro dos Atos dos Apóstolos, onde lemos a alegria dos discípulos ao padecer pela causa do evangelho. Os livros de história da Igreja vão nos contar, como por exemplo, História Eclesiástica, de Eusébio de Cesaréia, que relata o martírio de vários homens de Deus, entre eles o apóstolo Tiago, Policárpio, discípulo do apóstolo João e outros mais. Todos eles foram entregues a morte, cortados ao meio, queimado vivo como Policárpio, mas em nenhum momento pensaram em desistir, ou negar o evangelho com medo da morte, antes, glorificaram a Deus com as suas vidas entregues nas mãos dos carrascos. Sendo assim, como poderia o autor da fé, Jesus, que outrora disse “ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente” (Jo 10:18).
O cálice que Jesus temia era ter que ficar longe do Pai, pois naquele momento, na cruz, onde todos os pecados do mundo estavam sobre Ele, as trevas encobririam o seu rosto do Pai. Ainda assim, Ele suportou a dor, e triunfou sobre a morte assentando-se a Destra de Deus (Fp 2:5-11; Hb 12:2). O preço teve que ser pago na vida de Jesus e também terá que ser pago na nossa vida. Não um preço de salvação, pois essa é dom de Deus, mas o preço da unção, da intimidade, da obediência. O que Deus tem te pedido especificamente? Sansão tinha um preço a pagar, a saber, o segredo da sua força. Daniel orava três vezes ao dia, Paulo carregava na sua carne um espinho que lhe atormentava. O que Deus tem te pedido? Será que Ele requer mais dedicação da sua parte? Será que você ainda não aprendeu a confiar Nele e depender somente Dele? Eu tenho um preço a ser pago, e é milhões de vezes menor do que o preço que Jesus pagou por mim. Como diz um amigo meu, “não posso fazer barato por que Deus pagou muito caro”.
Por fim, Jesus encerra sua oração dizendo “não seja feito a minha vontade, mas a Tua”. Aprendo aqui que nós, assim como Jesus, precisamos confiar em Deus até o fim. Se Jesus tivesse feito tudo quanto fez nos dias do seu ministério, mas tivesse deixado de acreditar que Deus estava com Ele e que jamais o deixaria, sua missão não teria tido um significado pleno. Muitas vezes somos vencidos pelo cansaço, começamos muito bem, eufóricos, cheio de gás e disposição, mas com um tempo começamos a nos perguntar se verdadeiramente vale à pena. Maravilhoso é cruzar a linha de chegada e como Paulo dizer “combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”(2Tm 4:9). Muitos que apareceram por aí correram bem, combateram melhor ainda, mas o principal foi perdido no meio da viagem, não foram capazes de guardar a fé. A verdade é que não importa muito como você começa, se fraco, se temente, vagaroso; o importante é como você termina. Você pode até começar inconstante como Pedro, mas permita ser tratado por Deus e transformado numa rocha poderosa. Se você ainda se senti como ‘Jacó’, não pare de sonhar com os planos de Deus para sua vida e lute até o raiar do sol pela benção da restauração.
Termino esse texto orando para que Deus lhe dê visão e firmeza na sua missão, que a graça do Senhor superabunde em sua vida para que possa suportar o preço a ser pago, e que depois de ter feito tudo, o Senhor te encontre de pé, como bom soldado de Cristo. “Seja fiel até o fim, e eu te darei a coroa da vida.
Tarcísio Alves
Deus abençoe a todos
Lucas Fagundes
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16/09/2011
Polêmica gerada em função do ‘Projeto que obriga bíblias em escolas públicas’
Manaus - Tramita na Câmara Municipal de Manaus o Projeto de Lei (PL) 154/2011, que estabelece aos espaços públicos, inclui-se ai bibliotecas e salas de leitura de escolas, que possuam no mínimo um exemplar da Bíblia. De autoria do vereador da bancada evangélica, Marcel Alexandre (PMDB), o projeto poderá reacender uma discussão antiga entre os defensores do Estado Laico e líderes de manifestações religiosas, ditas ‘dominantes’.
Baseado em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada no último dia 24 de agosto, que aponta 67,68% (2,233 milhões de pessoas) da população Amazonense de católicos, e outros 26,50% (874 mil pessoas) de evangélicos, o vereador acredita que o projeto deverá incluir estas duas vertentes do cristianismo que se assemelham. Porém, parlamentar não fala nada em relação à religiões afro-brasileiras, orientais e espiritualistas.
“Reconheço que o Estado é Laico, mas por outro lado, é democrático e também percebo a falta de referências que a sociedade tem sofrido. O uso da Bíblia nesse sentido não é sob o caráter religioso, mas sim cultural. Como país que mais fabrica bíblias e exporta para mais de 105 outros países de língua portuguesa, é uma possibilidade de divulgar a língua do país”, justifica Marcel Alexandre.
Ainda nas mãos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o PL ainda deverá passar pelas comissões de Educação e de Finanças e Economia, antes de ser votado pelos vereadores. De acordo com o presidente da CCJ, vereador Mário Frota (PDT), o projeto ainda não foi discutido pela comissão, mas não deverá encontrar impedimentos desde que não obrigue às escolas o ensino religioso. “Mas se pedir apenas que haja um exemplar da Bíblia, assim como poderia ser outro livro qualquer, como o Alcorão, ou os livros de Alan Kardec, para mim não há problema. É uma questão cultural”, adianta Mário Frota.
Sociedade Laica
Nas escolas de todo país, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) em seu artigo 33 – Lei no. 9.394/96, com redação dada pela Lei no. 9475/97 – que trata sobre o Ensino Religioso nas escolas – diz que o ensino religiosos é de cunho facultativo, deve possuir “respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. Por outro lado, deixa aberto para que as Secretarias Estaduais de Educação e Conselhos Estaduais de Educação de cada estado façam suas regulamentações respeitando a diversidade de cada região.
É justamente quando começarem a ocorrer as audiências públicas para tratarem do projeto é que as questões mais delicadas deverão ser discutirdas, principalmente no que diz respeito às demais manifestações religiosas. É o que pensa a diretora da Escola Municipal Cândido Onório Ferreira, Profa. Elizabeth Brandão, no bairro do Alvorada. “Há muito tempo não possuímos mais o ensino religioso obrigatório na grade da escola. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) orienta que devemos tratar temas que discutam valores éticos e morais com uma amplitude maior junto à sociedade, sem fazer ligação com determinada religião”, comenta.
Pais concordam
Por outro lado, para alguns pais de alunos, a aprovação do PL 154/2011, pode ser uma possibilidade de retorno do ensino religioso nas escolas. “Acho sinceramente uma ótima ideia. Não importa a religião da pessoa, se crente, evangélico, católico ou candomblé, não importa. A Bíblia serve para todos”, defende a dona de casa católica, Rose Carvalho, 38, mãe de duas meninas que estudam no ensino fundamental da rede pública.
Para a evangélica, Ana Rita dos Santos, 39, mãe de dois estudantes de ensino fundamental, o que deve existir, independente de livros religiosos, é o respeito ao próximo, apesar de defender a inclusão da Bíblia nas escolas. “É importante na medida que ajuda na formação do caráter dessas crianças. É uma leitura que procura ensinar valores familiares e de respeito”, disse.
Outras Religiões
Para a coordenador geral da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), Alberto Jorge, a posição de presidente da CCJ, vereador Mário Frota, de não criar dificuldade para a tramitação do projeto, é encarada como de um ‘inocente útil’.
“A fala do vereador, é de um inocente útil, porque ele não está vendo a manobra por trás da ação de uma bancada evangélica”, disse. Para Alberto Jorge, a criação de projetos que pregam a segregação e não observam a laicidade do Estado devem ser combatidas e faz duras críticas ao que chama de ‘cadeia penosa de voto de cabresto evangélico’
“Esse é o expediente utilizado pelas igrejas evangélicas que obrigam seus adeptos a votar em políticos sob o risco de morrerem no inferno. Utilizam o voto de cabresto. E isso deve ser encarado como crime pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE)”, afirma.
Alberto Jorge usa como exemplo a queda do projeto do ‘Parque dos Orixás’, que pretendia criar espaço público para as manifestações religiosas da Umbanda e do Candomblé em Manaus. Em 2006, o projeto foi derrubado pelo vereador Amauri Colares (PSC), “sob a justificativa de que iria onerar o município por uma questão religiosa. Agora querem fazer novo projeto, exigindo Bíblias nas escolas. Quem vai pagar? O município, claro. E como fica a justificativa anterior?”, relembra Alberto.
Se aprovado, o projeto irá multar em 500 Unidades Fiscais do Município (UFM) a escola que descumprir a Lei. E se for reincidente, a multa é duplicada. Ainda não existe estimativa de gasto com a compra das Bíblias, nem qual edição do livro será usado. “O PL passará pela Comissão de Finança, e ainda será estimado o valor. Quanto à edição, vamos procurar um estudo que aponte a mais utilizada e usaremos essa”, disse Marcel Alexandre.
Fonte:D24AM
Deus abençoe a todos
Lucas Fagundes
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